Festival de Berlim

Miguel Gomes e João Salaviza premiados no Festival de Berlim

Foi um Festival de Berlim em cheio para o cinema português, com dois filmes em destaque.
Rafa, de João Salaviza, venceu na competição de curtas-metragens. O jovem realizador voltou a ser distinguido num dos principais festivais de cinema europeus, depois de ter ganho a Palma de Ouro em Cannes, em 2009, com Arena.
Rafa surge, aliás, como o terceiro capítulo de uma espécie de trilogia iniciada com Arena, em 2009, e continuada Cerro Negro, no ano passado.

Rafa conta a história de um adolescente que se aventura do interior da sua casa do subúrbio para visitar a mãe numa prisão de Lisboa.
Para o festival, João Salaviza montou dois trechos de apresentação do filme, o segundo dos quais pode ser visto de seguida.

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Honey venceu em Berlim, com Polanski a receber o prémio de melhor realizador

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O filme "Honey", do turco Semih Kaplanoglu, foi o vencedor do Festival de Berlim 2010. Uma surpresa. O júri internacional, liderado por Werner Herzog, atribuiu o Urso de Ouro à fita que conta a história de um menino de seis anos que deixa de falar quando o pai apicultor parte para longe em busca de trabalho.

"How I Ended This Summer", um thriller do russo Alexei Popogrebsky, deu ao director de fotografia Pavel Kostomarov o Urso de Prata para a melhor contribuição artística e a Grigory Dobrygin e Sergei Puskepalis, "ex-aequo", o Urso de Prata para melhor actor.

O romeno Florian Serban, com "If I Want to Whistle, I Whistle", ganhou o Grande Prémio do Júri e o prémio Alfred Bauer, destinado a filmes que “abrem uma nova perspectiva artística”. Roman Polanski venceu como melhor realizador por "The Ghost Writer".

O Urso de Prata de melhor actriz foi entregue à japonesa Shinobu Terajima, no filme de Koji Wakamatsu, "Caterpillar. O melhor argumento foi para o realizador chinês Wang Quan’an e Na Jin, por "Apart Together".

Prémios

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Festival de Berlim tem 20 filmes a concurso

São 20 filmes de 18 países, incluindo 17 estreias mundiais, que se apresentam a concurso, de 11 a 20 de Fevereiro, no Festival de Berlim. Todos em busca do Urso de Ouro e dos Ursos de Prata.

Mais uma vez o cinema português está de fora da competição oficial. A última presença ocorreu há 11 anos com "Glória", de Manuela Viegas. No entanto, para o Talent Campus da Berlinale, destinado a jovens profissionais, foram selecionados quatro jovens portugueses, Sorais Ferreira, António Vasconcelos, André Pinho e Carlos Amaral.

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Uma das novidades da edição deste ano ocorre no dia 12, com a apresentação, numa cópia restaurada, da versão original de "Metropolis", de Fritz Lang. O filme de Fritz Lang é considerado um clássico da história do cinema, e foi o primeiro a ser admitido pela UNESCO no registo "Memory of the World" (Memória do Mundo).

O júri internacional, de sete elementos, é presidido pelo cineasta alemão Werner Herzog, e inclui a actriz norte-americana Renée Zellweger, o produtor espanhol José Maria Morales e o escritor somali Nuruddin Farah.

Ao longo do evento serão exibidos quase 400 filmes nas diversas secções (Concurso, Berlinale Special, Fórum, Fórum Expanded, Panorama, Rectrospectiva, Perpectiva do Cinema Alemão, Generation, Cinema Culinário, Berlinale Shorts e World Cinema Fund).

No Mercado do Filme Europeu estarão 414 expositores de 48 países, sobretudo dos EUA, França e Reino Unido, que trazem na bagagem 669 filmes para comercializar, e programaram cerca de mil exibições.

Festival de Berlim premeia o peruano “La teta asustada”

O filme “La Teta Asustada”, a segunda longa-metragem da cineasta peruana Claudia Llosa, venceu a 59ª edição do Festival de Berlim. Foi um vencedor surpresa, anunciado pelo júri internacional, liderado pela actriz inglesa Tilda Swinton. O Urso de Ouro foi atribuído “por unanimidade”. O filme aborda a história sensível da entrada na idade adulta de uma jovem traumatizada que vive nos subúrbios pobres de Lima, a capital do Peru.

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No entanto, acabou por ser a primeira obra do uruguaio Adrián Biniez, “Gigante”, que saiu com o estatuto de grande vencedor do festival, que premiou a cinematografia sul-americana. “Gigante” recebeu três prémios, algo que é invulgar no Festival de Berlim. Venceu o Urso de Prata (Grande Prémio do Júri, ex-aequo), o Prémio Alfred Bauer (atribuído a “filmes que abrem novas perspectivas artísticas”, em ex-aequo com “Sweet Rush”, de Andrzej Wajda) e o prémio de melhor primeiro filme (votado por um júri separado).

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Manoel de Oliveira recebeu a “Berlinale Kamera”

Manoel de Oliveira recebeu, ontem, no Festival de Berlim, a “Berlinale Kamera”, que distingue personalidades com grande ligação ao certame. O galardão foi entregue antes da estreia do novo filme do centenário realizador, “Singularidades de uma rapariga loura”.

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Antes, o cineasta homenageou o escritor Eça de Queiroz, após a apresentação à imprensa da película, adaptação de um conto do escritor português do século XIX.

Questionado sobre a sua idade, Oliveira fez questão de garantir que não tem mérito em ter completado 100 anos, o que considerou “um capricho da Natureza”. “Mas, quanto aos filmes, bons ou maus, sou responsável por eles”, frisou.

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Manoel de Oliveira é a pessoa viva que Dustin Hoffman mais admira

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Dustin Hoffman juntou-se ao coro de elogios a Manoel de Oliveira. Nas respostas de um questionário “rápido” que a revista ‘Vanity Fair’ publica todos os meses nas últimas páginas, o celebre actor norte-americano, que recebeu por duas vezes o Óscar de Melhor Actor (por “Kramer contra Kramer” e “Rainman – Encontro de Irmãos”) disse que a pessoa viva que mais admira é “o realizador português Manoel de Oliveira, que tem 100 anos e continua a trabalhar”.

Na entrevista (o “Proust Questionnaire”), Hoffman refere que a sua ideia de felicidade é tomar um café pela manhã, sentado no sofá, com os cães, a ler o jornal. Diz que gostava de ler mais rápido e de saber tocar bom jazz no piano. Tem nos seus blocos de notas o seu bem mais precioso.

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